quinta-feira, 21 de março de 2013

Brasil e Itália: os melhores confrontos entre os dois maiores campeões mundiais



Juntos, Brasil e Itália somam nove títulos mundiais. São as duas seleções mais vitoriosas do mundo e possuem estilos completamente distintos na história. Enquanto a camisa amarela ficou conhecida pelo improviso e extrema habilidade, a Azzurra ficou pela alta capacidade defensiva e poder de decisão. Ao todo, em 14 confrontos, são sete vitórias brasileiras contra cinco italianas e dois empates, sendo que em um deles o Brasil acabou se dando melhor, na final da Copa de 1994. Nesta quinta, estas vitoriosas seleções voltam a se encontrar, em amistoso que será realizado na Suíça. Conheça um pouco mais da história deste clássico do futebol.

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quinta-feira, 14 de março de 2013

Vitória sobre o Milan faz o Barcelona voltar a ser temido


Antes da partida de volta entre Barcelona e Milan, pelas oitavas de final da Champions League, muitos já acreditavam que os italianos haviam garantido passagem para a fase seguinte após a vitória por 2 a 0 no San Siro. O melhor Barcelona da história, comandado em campo por Messi, Xavi e Iniesta, não parecia mais ser tão temido quanto antes. Mas a goleada de 4 a 0 pode ser o início de uma nova guinada na temporada do Barça, que voltou a ser temido.

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

No vermelho: longe dos melhores dias, Liverpool foi eliminado da Copa da Inglaterra

Jogadores do Oldham comemoram vitória sobre o Liverpool, pela Copa da Inglaterra. Celebração digna de um título

O grande vexame do futebol mundial, neste fim de semana, foi assinado pelo Liverpool: o vitorioso clube de Anfield Road foi eliminado da Copa da Inglaterra pelo fragilíssimo Oldham, que corre risco de ser rebaixado para a quarta divisão.

Não é de hoje que os Reds vêm decepcionando seus torcedores. Desde o elenco que levantou a Champions League após a épica final contra o Milan, em 2005, o Liverpool só tem caído. Ainda conquistou uma Copa da Inglaterra em 2006, além de algumas supercopas que abrem as temporadas europeias, mas é pouco para uma torcida acostumada a títulos.

É verdade que na temporada passada o clube ganhou a Copa da Liga, menos importante dos torneios ingleses – e olha que ganhar do Cardiff City na final foi dramático. Foi vice-campeão da última Copa da Inglaterra, derrotado pelo Chelsea. Enquanto isso, o grande rival Man.United vai levantando títulos e pode aumentar a vantagem em número de troféus de Campeonato Inglês, que os Reds não ganham desde 1989/90.

A “Era Brendan Rodgers”

O atual técnico Brendan Rodgers chegou após duas excelentes temporadas à frente do Swansea, clube que, apesar do baixo orçamento, mostrou elogiável toque de bola e movimentação. Foi contratado pelos vermelhos para fazer exatamente o mesmo trabalho, já que os donos do clube buscam equilibrar as finanças e mudar a filosofia de jogo. A ironia é que o Swansea, agora sob o comando de Michael Laudrup, está na final da Copa da Liga, contra o Bradford: muito mais perto de conquistar um título do que o Liverpool.

Os resultados não são os melhores, mas Rodgers tem se esforçado para melhorar o time da cidade dos Beatles: nesta janela de transferências o clube contratou o atacante Sturridge (ex-Chelsea) e vai anunciar Philippe Coutinho (ex-Vasco e Internazionale), jogadores que ajudarão ainda mais o artilheiro Luis Suárez, que tem carregado o time nas costas, a fazer os gols que o Liverpool precisa para manter vivo o sonho de chegar entre os quatro primeiros no Campeonato Inglês.

O vexame de 1993

Desde 1993 que o Liverpool não era eliminado da Copa da Inglaterra por um time de terceira divisão. Naquela ocasião, o carrasco foi o Bolton, que nos últimos anos até deu as caras na Premier League.
Era a terceira fase da Copa da Inglaterra. No primeiro encontro, empate em 2 a 2 na casa do Bolton. Na partida de volta, os Trotters venceram os Reds por 2 a 0. Assim como no jogo contra o Oldham, o time vermelho sofreu com cruzamentos e arremates de cabeça. Walter e McGinlay foram os autores dos gols que eliminaram o Liverpool naquela ocasião (abaixo, o vídeo com melhores momentos deste jogo).


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Rovaniemen Palloseura: o time de futebol mais gelado do mundo

Escudo do Rovaniemen Palloseura, da Finlândia, onde jogadores atuam até sob o frio de -18°


Início do ano futebolístico no Brasil. Calendário apertado - que não dá espaço para uma pré-temporada decente - e um sol de lascar. O “tempo técnico” do Campeonato Carioca é prova de que o fortíssimo calor do verão fluminense não somente incomoda como é também um risco para a saúde de atletas de alto rendimento.

Em outros lugares a temperatura também “empata” a realização normal de alguns jogos. Os campeonatos Alemão e Russo, por exemplo, contam com uma pausa por causa do forte inverno desses países. Na Inglaterra, o polêmico ex-jogador Paolo Di Canio, atual técnico do Swindon Town, chegou até a presentear com pizzas os torcedores do clube que ajudaram a tirar o excesso de neve do gramado do estádio.

Mas tudo isso parece brincadeira de criança quando imaginamos o que acontece com o Rovaniemen Palloseura, clube finlandês situado no Círculo Polar Ártico. Partidas do campeonato local chegam a ser realizadas com temperaturas de -18°. Alguns jogadores finlandeses admitem que é um pouco difícil atuar em tais circunstâncias, mas “dá para se acostumar”.

O problema é que o clube tem se arriscado na contratação de atletas de países mais quentes: são três jogadores da Nigéria, um do México e um de El Salvador. A adaptação fica longe de ser a melhor. Outro grande problema é a luz. Nessa época do ano, o sol brilha na cidade finlandesa somente durante poucas horas do dia. O Rovaniemen Palloseura é, além do clube “mais gelado” do mundo, o mais “sombrio”.


sábado, 12 de janeiro de 2013

United x Liverpool: uma rivalidade exposta em escudo



Não há discussão de que, atualmente, o clássico mais explosivo da Inglaterra é entre Man.United e City. Óbvio. Além de serem clubes da mesma cidade, são os times que vêm brigando pelos títulos disputados na Terra da Rainha. A escalada do City ao sucesso, após a chegada dos zilhões de petrodólares, coincidiu com uma das fases mais pobres do Liverpool, principal rival dos Diabos Vermelhos.

Sim, apesar de tudo, Liverpool x Manchester United ainda é o grande clássico inglês. Uma rivalidade que não está somente nos gramados: tem origens históricas e é “lembrada” nos escudos de Man.United e (acredite) até no do Man.City.

Com uma distância de apenas 51,5 km, Manchester e Liverpool foram dois pólos importantíssimos na época da revolução industrial – Manchester graças à indústria têxtil e Liverpool graças a seu porto – e disputavam a supremacia econômica do noroeste do país. A conclusão do canal de Manchester, no mesmo ano em que Heath e Reds se enfrentaram pela primeira vez, gerou alguns prejuízos e desempregos em Liverpool, o que alimentou ainda mais o ressentimento entre os lados. O navio desenhado nos símbolos dois principais times de Manchester representa este canal.

Em termos futebolísticos, a rivalidade cresceu a partir do final da década de 50 e início de 60, quando ambos começaram a disputar grandes títulos com maior regularidade. Ao longo dos anos, a rixa só aumentou. Em 1977, os vermelhos do noroeste decidiram a FA Cup. Apesar de ser o grande time inglês da época – tinha acabado de conquistar a Division One e decidiria a Copa dos Campeões da Europa dias depois – o Liverpool sucumbiu diante do United por 2 a 1. Em 1983 foi a vez dos Diabos Vermelhos, pelo mesmo placar, perderem uma decisão para os Reds: a final da Copa da Liga. Decisões e campeonatos disputados cabeça à cabeça alimentaram, aproveitando a antiga rivalidade entre as cidades, a vontade que um tinha de vencer do outro. Independente de quem pode ou não ganhar o título inglês, o clássico que será disputado neste domingo, no Old Trafford, é um campeonato em si.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Botafogo dourado, vermelho, azul, amarelo...

Destaque no empate contra o Corinthians, Seedorf comemora um de seus gols

O Botafogo jogou contra o Corinthians, pela 26ª rodada do Brasileirão 2012, vestindo uma camisa dourada, fato inédito na história do clube. Pessoalmente, achei o uniforme muito bonito. A única crítica é o excesso de camisas de jogo. No mundo inteiro, geralmente vemos times tendo até o uniforme nº3. Como o Glorioso já tem as camisas toda preta e toda branca, este espaço parecia preenchido. Mas no futebol atual, sempre vale tentar ganhar uma “graninha” a mais (a camisa custa cerca de 200 reais) certo? É o que acontece...

Esquecendo essa história de 3ª ou 4ª camisa, imagino que alguns tradicionalistas não tenham curtido muito o uniforme dourado. O fato de não levar as cores do clube, por exemplo, pode contrariar alguns torcedores. No entanto, historicamente, o Botafogo já atuou diversas vezes com camisas que não tinham nada a ver com sua história nem com suas cores.

O exemplo mais fácil de se lembrar é a final da Taça Teresa Herrera de 1996, quando o Glorioso venceu, nos pênaltis, a Juventus de Del Piero, Vieri, Deschamps e Cia. Antes de a bola rolar, houve uma confusão em torno das camisas a serem usadas, já que ambos os clubes são alvinegros – inclusive, a Juve foi a inspiração para o uniforme do time de General Severiano. No final das contas, o Glorioso jogou com a camisa do time anfitrião, o La Coruña, da Espanha, e venceu a poderosa equipe italiana, após um emocionante 4 a 4 no tempo normal. Também teve a camisa cinza, marcada para sempre na goleada de 6 a 0 sofrida para o Vasco, no estadual de 2010. Depois daquele jogo, com treinador novo, o Botafogo se ajustou e conquistou o torneio.

No entanto, a primeira vez na qual o Glorioso atuou com um uniforme que não tinha nada a ver com suas cores foi no longínquo ano de 1923, em um amistoso contra o Americano. Como não possuía uniforme reserva (somente na década de 1970 o clube passou a contar com a segunda camisa, toda branca) o Alvinegro jogou com a camisa do Andarahy, toda verde. Dez anos depois, no dia 7 de maio, o Botafogo enfrentou o Engenho de Dentro, pelo Campeonato Carioca, e goleou o adversário – que tinha uniforme listrado em azul e branco – por 5 a 1 atuando com uma camisa completamente vermelha.

Em jogo válido pelo torneio Roberto Gomes Pedrosa, em 1968, o Botafogo foi derrotado pelo Grêmio, no Maracanã, usando uma camisa azul. O uniforme do time gaúcho (azul, preto e branco) se confundia com o do Alvinegro. O bizarro é que, dentre tantas cores, logo o azul, que também aparece na camisa do Grêmio, foi escolhido para vestir o Botafogo. A camisa era da Adeg, administradora do Maracanã. Em 1975, o Botafogo já contava com o uniforme reserva, mas jogou de amarelo na vitória por 3 a 1 sobre o Paysandú, no Campeonato Brasileiro. A camisa era da Suderj.

*Informações tiradas do livro “A história das camisas dos 12 maiores times do Brasil”, de Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues

domingo, 1 de julho de 2012

Nasce uma nova gigante entre as seleções


A cena se repete: Casillas levanta mais um troféu para a Seleção espanhola
A Espanha foi campeã europeia em 1964 contando com uma grande geração de jogadores, que incluía, dentre outros nomes, o meia-atacante Luis Suárez. Depois disso, com exceção do ouro olímpico em 1992, a vida da Roja foi marcada por fracassos. A cada nova eliminação, a mesma frase: “jogou como nunca, perdeu como sempre”. Faltava sempre alguma coisa. Quando era apontada como favorita nas competições, deixava um rastro de dúvidas. O fracasso parecia ser uma certeza.

A incerteza sobre a capacidade da Espanha perdurou até a final contra a Alemanha, na Euro 2008. O gol de Fernando Torres, que deu o título aos espanhóis, exorcizou os fantasmas e fez com que os jogadores aprendessem a lidar com o favoritismo defendendo a seleção. Na Copa do Mundo de 2010, a Fúria chegou como grande candidata ao título – e favoritas antes de copas geralmente não conseguem um grande final. Na África do Sul, as atuações não foram as mais belas, mas a Copa foi parar nas mãos do capitão Casillas. Os espanhóis rompiam, ali, com o estigma de amarelões e entravam indiscutivelmente no hall das grandes seleções do mundo.

Enquanto curtia o “novo patamar”, a Seleção espanhola também viu seus principais jogadores sendo protagonistas em suas equipes, e não somente defendendo Real Madrid ou Barcelona. David Silva, autor do primeiro gol na goleada por 4 a 0 sobre a Itália na final da Euro 2012, é um dos mais queridinhos do Manchester City, e foi fundamental na campanha do título inglês dos Citizens.

Nesta Eurocopa que acabou de terminar, os espanhóis conquistaram pela terceira vez o troféu. Igualaram-se à poderosa Alemanha em número de títulos europeus (são as maiores vencedoras). É a primeira seleção a vencer consecutivamente o torneio. O time de Vicente Del Bosque confirmou mais uma vez seu favoritismo, e mostrou muito futebol e frieza na decisão contra a pesadíssima camisa da Itália. Tornou-se uma gigante.

Sim, uma gigante. A esquadra de Iniesta, Xavi, Silva, Casillas e Cia. é uma das seleções mais vitoriosas de todos os tempos. Três títulos de tamanha grandeza só foram conquistados de maneira direta pela Seleção italiana na década de 1930: foram dois Mundiais, em 1934 e 1938, e uma Olimpíada, em 1936. Na época, o ouro olímpico valia MUITO MAIS do que hoje. Mas vale o registro de que, em 1934, quando levantou em casa a Jules Rimet pela primeira vez, a Azzurra contou com a ajuda da arbitragem, influenciada pelo Duce Benito Mussolini.

Os feitos da Fúria e de seus jogadores já estão na história. Os gols e belas jogadas poderão ser vistos no YouTube, e lidos em publicações que serão lançadas. É uma das maiores seleções do mundo e da história do futebol.