terça-feira, 5 de julho de 2011

Pré-Jogo: Corinthians x Vasco


Dinamite marca um de seus 5 gols no jogo contra o Corinthians em 1980

Corinthians e Vasco se enfrentarão, no Pacaembú, pela 8ª rodada do BR-2011. Este será o 104º encontro entre vascaínos e corintianos. A história do confronto começa em 1926, mais precisamente no dia 14 de março, na Rua Paysandú, Zona Sul do Rio, onde o Vasco venceu por 2 a 1.

Daí em diante foram mais 34 vitórias cruz-maltinas – a última delas no dia 13 de outubro do ano passado, por 2 a 0 –, 28 empates e 41 vitórias corintianas. No último confronto, pela 37ª rodada do Brasileirão do ano passado, o Corinthians, no Pacaembú, triunfou por 2 a 0 com gols de Bruno César e Danilo.

O embate é de grande importância. Mais ainda para os adeptos do time paulista, pois, além de recordar a partida que deu o título mundial aos corintianos, em 2000, o confronto também ajudou na composição do hino do clube do Parque São Jorge. Explica-se. Após vencerem o Vasco em duas partidas (ida e volta), que reuniam os campeões estaduais do Rio de Janeiro e de São Paulo, o Corinthians ganhou, naquela época, o título de “Campeão dos Campeões”.

Para os vascaínos, uma data marcante do confronto foi o dia 4 de maio de 1980, quando, jogando pela segunda fase do Campeonato Brasileiro, Roberto Dinamite, em sua reestréia após um breve período no Barcelona, marcou cinco vezes contra o clube paulistano na vitória por 5 a 2 do Gigante da Colina.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

BR-2011: Botafogo, Flamengo e Fluminense vencem. Vasco é surpreendido.

Fágner lamenta o belo gol de Montillo. O Vasco teve oportunidades, mas perdeu por 3 a 0

VASCO:

Quarta-feira (29), em São Januário, o Vasco, jogando contra o Cruzeiro, sofreu uma maiúscula e impressionante derrota por 3 a 0. O time de Ricardo Gomes teve mais chances, principalmente com Eder Luís, no primeiro tempo, mas não conseguiu anotar um gol sequer. O Cruzeiro, que parecia quieto, abriu o placar já no segundo tempo, aos 54’, com o ex-botafoguense Leandro Guerreiro, que aproveitou o escanteio e cabeceou para o fundo das redes de Fernando Prass.

Atrás no placar, o Vasco continuava em cima da Raposa. Já no final do confronto, Diego Souza cabeceou e só não comemorou por que Fábio fez uma excepcional defesa. No maior estilo Joel Santana, os comandados do Natalino usaram o contra-ataque para matar o jogo e, aos 88’, Montillo tocou por baixo das pernas de Dedé e finalizou bonito para o barbante, um golaço! Antes do apito final, o juiz ainda marcou um pênalti  para os azuis de BH. Roger bateu e correu para o abraço. Final de jogo: Vasco (9º colocado) 0 x 3 Cruzeiro. (para ver os melhores momentos da partida, clique aqui)

FLAMENGO:



Também na quarta-feira, na Arena do Jacaré, o Flamengo enfrentou mais um time mineiro, o América-MG. Se na rodada passada o Fla virou e deu uma “chinelada” no Atlético-MG, desta vez o time não goleou, mas também virou o jogo (após levar a virada) e viu Ronaldinho Gaúcho ter mais uma boa atuação. O camisa 10 buscou o jogo e balançou as redes duas vezes, tornando-se, com 5 gols, o artilheiro do certame.

A primeira etapa foi marcada pelos gols de bola parada. O primeiro foi para o Flamengo, marcado por Ronaldinho Gaúcho. O camisa 10, aos 10 minutos, cobrou no canto do goleiro e acertou o ângulo. O Fla, que era superior na peleja, diminuiu o ritmo e, com a “ajuda” de sua zaga, deixou o Coelho virar a partida ainda no primeiro tempo. Contando com a falha da dupla Wellinton/ Ronaldo Angelim, após cobrança de falta de Amaral, Alessandro igualou o marcador aos 37’. A virada dos mineiros veio no último lance; novamente com Amaral cobrando falta, Anderson subiu antes da zaga flamenguista e desviou para o fundo das redes.

Após o intervalo, Negueba entrou no lugar de Luís Antônio. A peleja era mais movimentada. Aos 56’, Deivid aproveitou a marcação frouxa dos zagueiros, recebeu passe de Thiago Neves dentro da área, virou, e chutou para o fundo das redes. Na comemoração, xingamentos direcionados à própria torcida, que “cornetava” o camisa 9. Deivid, mais um que marcou em jogos consecutivos, soma agora 4 tentos no Brasileirão

A tarefa do Rubro-Negro foi facilitada depois da expulsão de Leandro Ferreira, após dura entrada em Willians. Posteriormente, o cão de guarda flamenguista foi substituído por Bottinelli. O argentino, que entrou muito bem, quase marcou em dois chutes de longe, mas brilhou mais dando, aos 83’, o passe para Ronaldinho virar a partida, que terminou em 3 a 2. Com a vitória, o Fla, somando 13 pontos, está na 6ª colocação.



BOTAFOGO:

  
Jogando no Morumbi, o Botafogo enfrentou um São Paulo desfalcado e ainda abalado pela histórica goleada sofrida ante o Corinthians, na rodada passada. Jogando bem, contando com mais uma atuação boa de Elkerson, e mais uma falha de Rogério Ceni, o Glorioso conseguiu sua quarta vitória consecutiva contra os são-paulinos.

O Botafogo começou pressionando o time da casa. Maicosuel fez jogada de efeito e Herrera e Antônio Carlos tiveram boas oportunidades, mas Rogério Ceni fez as defesas. O goleiro artilheiro parecia seguro sob as traves, mas, logo quando o time de Caio Júnior diminuiu seu ímpeto, e deu mais espaços para o Tricolor Paulista, Elkerson, aos 35’, arriscou chute de longe...e Rogério Ceni aceitou. Foi o quarto gol do camisa 9 no campeonato.

Na volta para o segundo tempo, o Botafogo foi logo ampliando a vantagem. Maicosuel recebeu excelente bola dentro da área, mas não dominou direito. Para a sorte do camisa 7, o zagueiro Luiz Eduardo foi imprudente e o derrubou; o juiz marcou o pênalti. Na cobrança, Herrera chutou e voltou a marcar. O argentino jogou bem. O mesmo não podemos dizer de Somália, que, substituindo Marcelo Mattos, comprometia o time a cada dividida infeliz. No restante da partida o Alvinegro segurou os paulistas e conquistou mais uma vitória, que colocou a equipe de Caio Júnior na 3ª posição, com 14 pontos ganhos. 

Esta foi a 4ª vitória seguida do Botafogo em cima do São Paulo, e igualou a maior série de vitórias do Alvinegro sobre o Tricolor Paulista, obtida na década de 60, entre os anos de 1964 e 1966.

FLUMINENSE:


Ontem (30), no Engenhão, Ciro mostrou para os tricolores um apurado faro de gol, na partida que pode ter marcado o “até logo” de Conca, que deverá fazer fortuna na China. O Tricolor Carioca recebeu o Atlético Paranaense e não encontrou grandes dificuldades para vencer a segunda partida seguida. O resultado de 3 a 1 deixou o Flu na 7ª posição, com 12 pontos ganhos.

Mariano, aos 40’, abriu o placar para o detentor do título nacional. Ciro, logo depois, aos 42’, e aos 58’ ampliou a vantagem do Flu. O gol do Furacão foi anotado por Edigar, aos 86’.


*De volta para o passado:

A 7ª rodada do BR-2010 também não foi nada agradável para o Vasco. No dia 6 de junho, o Gigante da Colina foi até a Vila Belmiro enfrentar o Santos e sofreu uma goleada de 4 a 0. André marcou duas vezes (uma delas, aos 62’, de pênalti), Maranhão e Mádson completaram o placar.

No mesmo dia, o Botafogo vacilou no último lance e permitiu que o Corinthians empatasse a partida no Engenhão. Bruno César abriu o placar para os paulistas, mas Renato Cajá e Lúcio Flávio viraram a favor do Glorioso. No último lance, em uma jogada de escanteio, a defesa falhou e Paulo André igualou o marcador para 2 a 2.

No dia anterior, um sábado, o Flamengo sofreu uma inesperada derrota para o Goiás. Toró, aos 50’, abriu o placar para os rubro-negros, no Maracanã, mas aos 84’ e 86’, Hugo e Otacílio Neto, respectivamente, viraram o placar para o Esmeraldino.

Também no sábado, o Fluminense conquistava uma importante vitória. O Tricolor Carioca foi até Florianópolis e sapecou 3 a 0 no Avaí. No primeiro tempo, Leandro Eusébio colocou o Flu na frente. Na etapa complementar, Fred, aos 49’, e Alan, aos 56’, fecharam o placar.

BR-2010, 7ª rodada: Fluminense (3º), Botafogo (8º), Flamengo (9º), Vasco (19º).

segunda-feira, 27 de junho de 2011

BR-2011: Quatro jogos, quatro vitórias


Com participação no primeiro gol, e anotando o segundo, Elkerson foi, mais uma vez, um dos destaques do Botafogo

BOTAFOGO:

Desfalcados de seus goleiros titulares, que estão com a Seleção Brasileira, Botafogo e Grêmio se enfrentaram, ontem (26), no Engenhão. A partida, bem jogada pelo Alvinegro, teve mais uma interrupção por causa de uma falta de luz no estádio botafoguense. No final das contas, o Botafogo venceu por 2 a 1 e subiu ainda mais na tabela.

O Alvinegro começou melhor, e pressionava um acuado Grêmio. A primeira grande chance veio nos pés de Marcelo Mattos, que chutou de longe e obrigou Marcelo Grohe, substituto de Víctor, a fazer uma belíssima defesa.  O Glorioso ainda teve outras chances, mas não conseguia abrir o placar. Do outro lado, Renan, substituto de Jéfferson, também fez uma bela defesa; o Botafogo diminuiu o ímpeto e deixou o Tricolor Gaúcho crescer no final dos 45 minutos iniciais, mas o primeiro tempo terminou no zero.

Na etapa derradeira, Renan voltou a mostrar o seu valor e impediu o gol de William Magrão, após contra-ataque. Incomodado, Caio Júnior resolveu mexer na equipe e fez uma audaciosa mudança: sacou Éverton (que vinha de um bom primeiro tempo) e Maicosuel (sumido em campo, talvez por conta da virose adquirida na véspera da partida) para as entradas de Cidinho e Caio. A torcida chiou. A alteração esperada era Herrera por Alex, o que não aconteceu.

As substituições deram (muito) certo, e, aos 68’, Fernando, que já tinha cartão amarelo, foi expulso após fazer falta em Cidinho. O franzino jogador estava endiabrado, e mostrou muita habilidade. Aos 70’, Elkerson aproveitou rebote do escanteio cobrado por ele mesmo, limpou o zagueiro, e chutou para o meio da área. Marcelo Mattos mostrou coragem e cabeceou o petardo desferido para o fundo das redes.

Não tenho dúvidas de que a emoção do camisa 5 foi enorme, até por que pode ter sido seu último jogo pelo Glorioso, já que seu contrato de empréstimo termina no final do mês. A diretoria, no entanto, luta pela permanência do cão de guarda. Outro ponto que merece os cuidados da administração alvinegra são as luzes do Engenhão, que apagaram (pela terceira vez no ano) pouco tempo depois do tento.

Após vinte minutos de escuridão, o Botafogo ampliou quando a bola voltou a rolar. E o gol teve grande participação de Caio, que não caiu na área, fez bela jogada e rolou para Elkerson estufar o barbante gremista. O time comandado por Renato Gaúcho ainda descontou com o ex-botafoguense Rafael Marques, em um lance um tanto quanto sem querer, mas o jogo terminou com a vitória do Glorioso, que ocupa agora a 4ª colocação, com 11 pontos ganhos.

VASCO:



Os cruz-maltinos foram até Goiânia enfrentar o Atlético Goianiense e penaram para conquistar os três pontos. A vitória foi garantida por um belo gol de Felipe, no primeiro minuto do cotejo. O resultado foi mantido somente pela grande atuação de Fernando Prass, que fez grandes defesas sob as traves e impediu que a superioridade do Dragão se traduzisse em gol. Com a vitória, o Gigante da Colina, com 11 pontos, está logo atrás do Botafogo, na 5ª colocação.

FLUMINENSE:


Se os últimos resultados foram muito aquém das expectativas da crítica e da torcida, o Fluminense voltou a vencer no BR-2011. A vitória conquistada pelo placar mínimo, em Florianópolis, contra o Avaí, foi difícil, visto que o Tricolor Carioca tinha um jogador a menos desde o final do primeiro tempo, quando Rafael Moura foi expulso. O gol do Flu veio nos pés de Conca, o grande herói do último campeonato, aos 36’ do primeiro tempo. Foi a primeira vitória do time das Laranjeiras sob o comando de Abel Braga.

FLAMENGO:


O clima não era o melhor pela parte dos flamenguistas antes do jogo contra o Atlético Mineiro, sábado (25), no Engenhão. A péssima atuação, principalmente de Ronaldinho Gaúcho, no empate sem gols com o Botafogo gerou protestos durante a semana na Gávea, mas, nada que uma goleada não melhore. Contando com uma boa atuação de seu camisa 10, o Fla venceu o Galo por 4 a 1, de virada.

O primeiro tempo foi péssimo. O Flamengo dificultava a saída de bola do time mineiro, que já não era lá essas coisas. O primeiro lance de perigo da peleja foi um chute de Renato, na faixa dos 20’. O Galo também teve sua chance, defendida por Felipe. Ronaldinho até procurava o jogo, mas, pouco a pouco ia sumindo. O primeiro tempo terminou, mais uma vez, sem gols.

Voltando com o mesmo time, o Fla continuava marcando bem. O time de Dorival Júnior sofreu duas mudanças: saíram Daniel Carvalho e Magno Alves para as respectivas entradas de Renan Oliveira e Neto Berola. O que mudou também foi o placar, que saiu do zero aos 51 minutos, depois que Dudu Cearense desviou falta cobrada por Serginho e enganou Felipe. Parecia ser mais um jogo para alimentar a má fase do time com a torcida.

O que os jogadores do Atlético Mineiro esqueceram, ou ignoraram, foi que do outro lado, Ronaldinho Gaúcho, mesmo em má fase, ainda tem um toque diferencial. O camisa 10 aproveitou o espaço que vinha sendo dado a ele no lado esquerdo do ataque e, sozinho, aproveitou sobra de bola na área para chutar e fazer um belo gol, aos 66’. O empate empolgou o time de Vanderlei Luxemburgo, que não demorou a virar o cotejo, aos 76’,com Thiago Neves.

Com mais confiança, Ronaldinho aparecia mais e dava bons passes. Desorganizado e afobado, o Atlético Mineiro partiu com tudo para cima e deixou os rubro-negros aumentarem ainda mais a vantagem. E coube a Deivid, que entrara no lugar de Wanderlei, a tarefa de fechar o caixão dos mineiros. O primeiro tento, aos 86, chegou até a lembrar sua época de Fenerbahçe. O segundo, e último da partida, foi fácil; o camisa 9 só precisou empurrar a redonda para o gol. Final de jogo: Flamengo 4 x 1 Galo.

*De volta para o passado:

A 6ª rodada do BR-2010 não traz boas recordações ao torcedor botafoguense. No dia 2 de junho, o Botafogo vencia o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, por 2 a 0, gols de Herrera e Lúcio Flávio, mas permitiu uma incrível virada do Furacão. Paulo Baier marcou duas vezes e Alex Mineiro fez o gol que deu a vitória ao time paranaense.

Enquanto isso, no Maracanã, o Fluminense recebia o Vitória. E a vitória do Flu veio somente nos últimos minutos. Fred tinha marcado aos 20’. Aos 84’, o time baiano parecia ter feito o gol que selava o empate, com Jonas. Mas, aos 87’ Alan garantiu os três pontos para o Tricolor Carioca.

Um pouco mais tarde, o Flamengo enfrentou o Palmeiras, no Pacaembú, e também conseguiu os três pontos nos minutos finais do encontro. O gol flamenguista foi anotado aos 87’ por Vagner Love. Final de jogo: Palmeiras 0 x 1 Flamengo.

No dia seguinte, em São Januário, o Vasco teve uma derrota nada esperada contra o Guarani. A exemplo do que acontecera com Fla e Flu no dia anterior, o gol que deu a vitória ao Bugre saiu no final do jogo; aos 90’, quando Roger balançou as redes de Fernando Prass.

6ª rodada BR-2010: Fluminense (3º), Flamengo (4º), Botafogo (8º), Vasco (19º).

domingo, 26 de junho de 2011

Um rio de lágrimas

Pavone: um gol e um pênalti desperdiçado na histórica peleja que sacramentou o rebaixamento do River Plate

O rebaixamento do River Plate*, neste domingo (26), foi um acontecimento bastante expressivo para a história do futebol da Argentina. Cair em um sistema de rebaixamento, como o argentino, que privilegia equipes maiores, ao ter como critério a média das últimas três temporadas feitas, é, sem dúvidas, um grande acontecimento; um atestado triplo de incompetência.

Mas, como temos testemunhado aqui pelo Brasil, o rebaixamento não é a morte; é a oportunidade de uma reconstrução. A cultura do futebol sul-americano (principalmente do brasileiro, com exemplos cada vez mais novos e recentes) está se acostumando, agora, a ver suas grandes camisas serem rebaixadas. Na Europa, por exemplo, o descenso faz parte da vida dos clubes há muitos anos. Na Itália, somente a Inter nunca caiu. Na Inglaterra, times como Manchester United e Liverpool também já caíram.

Jogar uma segunda divisão, para um grande clube, sempre é algo vergonhoso. Mas é também uma provação. Provação de humildade. Provação de amor e devoção por parte dos torcedores, que passam um ano inteiro sendo caçoados pelos rivais e, mesmo assim, ajudam no resgate moral de sua paixão. Não tenho dúvidas que será desta forma para os Millionários (como são chamados os torcedores do River).

O que hoje é humilhação, amanhã será orgulho. Não orgulho de uma conquista, pois a volta é uma obrigação. Orgulho de, no pior momento, ter se mostrado presente para ajudar o time; mesmo quando este jogou em campos de várzea, contra times e jogadores desconhecidos. Orgulho de, após a tempestade e as zombarias dos rivais, saber que provou seu amor ao clube. Pois o que alimenta o futebol não é somente bola na rede; é, acima de tudo, paixão.


*O River Plate terminou o Torneio Clausura 2011 na nona posição, mas, graças a sua péssima média nas últimas temporadas, teve que jogar a chamada “Promoción”, uma partida extra para decidir, ou não, o seu rebaixamento. O oponente foi o Belgrano, quarto colocado da segunda divisão, que lutava pelo acesso na elite argentina.

 No primeiro jogo, em Córdoba, vitória por 2 a 0 do Belgrano. Hoje, no Monumental de Nuñez, os Millionários empataram em 1 a 1 (com direito a pênalti perdido) e foram, pela primeira vez em seus 110 anos, rebaixados para a segunda divisão. Com o descenso selado, alguns torcedores do River protagonizaram cenas de confusão, dando muito trabalho para a polícia local. Agora, na Argentina, somente o Boca Juniors e o Independiente nunca caíram para a segundona.