segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Valido (1914-1998)



Augustín Valido nasceu em Buenos Aires no dia 31 de janeiro de 1914 e foi um dos primeiros “hermanos” a se tornar ídolo de uma torcida carioca. Revelado pelo Boca Juniors, foi campeão argentino em sua primeira e única temporada defendendo a camisa xeneize, em 1934, no mesmo ano em que foi negociado com o Lanús, onde jogou durante três anos. Em excursão de um combinado, pelo Rio de Janeiro, o ponta-direita chamou a atenção dos dirigentes do Flamengo, que o contrataram.

Pelo rubro-negro, Valido conquistou as maiores glórias no esporte. O primeiro título veio em 1939, ano em que conquistou o Campeonato Carioca e ajudou o rubro-negro a sair da fila de 12 anos sem títulos. Nesta temporada, o argentino foi o vice-artilheiro do Fla, que contava com craques como Domingos da Guia, Leônidas da Silva e seu conterrâneo, Alfredo Gonzalez. Nos dois anos seguintes, foi vice-campeão.

Em 1942 a taça voltou à Gávea, iniciando a marcha para o primeiro tri da história flamenguista. Na campanha do título, Valido jogou todas as partidas e após a conquista decidiu abandonar o futebol, aos 28 anos, para cuidar de sua gráfica. A aposentadoria precoce fez com que o ponta-direita não estivesse no grupo que, no ano seguinte, conquistou o bicampeonato. O descanso o alçaria a uma gloria maior na temporada seguinte.

Em outubro de 1944, Valido pediu ao técnico do Flamengo, Flávio Costa, o campo de treino do clube emprestado para uma partida entre o time de sua gráfica e o de outra empresa. Flávio não só liberou o campo como, quando viu a atuação do argentino –que entrou, “para quebrar o galho”, no lugar de um zagueiro ausente- pediu que ele voltasse a jogar pelo Flamengo. Valido relutou, mas acabou aceitando.

A reestréia aconteceu na penúltima partida do Campeonato Carioca, uma goleada de 6 a 1 sobre o Fluminense. A decisão, contra o Vasco, aconteceu uma semana depois, e nestes sete dias Valido foi atormentado por uma forte febre. Porém, demonstrando a raça peculiar de um portenho, mesmo se arrastando em campo, Valido jogou a final e, faltando dois minutos para o fim do jogo, marcou, de cabeça, o gol do título rubro-negro. O tento foi muito contestado pelos cruzmaltinos, que alegaram que o argentino teria feito falta no zagueiro Argemiro para concluir o lance, mas o gol foi validado, garantindo o primeiro tri-carioca do Fla. Valido faleceu em 1998, pouco tempo depois de completar 84 anos.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Pré-Jogo: Clássico dos Milhões



Hoje é dia de Clássico dos Milhões, um dos jogos de maior rivalidade do Brasil. No atual momento as duas equipes vivem situações distintas. O Fla, eufórico com as contratações e a boa campanha no campeonato. Os vascaínos, apreensivos com um elenco que não corresponde a paixão depositada pela torcida.

Como estou longe, não conseguirei ver a partida da maneira como gostaria, então vou escrever sobre um confronto que terminou empatado, com gols marcados pelos maiores ídolos dos clubes: Zico e Roberto Dinamite.

No dia 20 de outubro de 1974, 85.044 pagantes foram ao Maracanã presenciar a 15ª partida do Campeonato Carioca, a quarta do returno. A primeira torcida a comemorar foi a cruzmaltina, que há pouco tempo comemorara seu primeiro título brasileiro. Aos 28 minutos, o camisa 10 do Gigante da Colina, Roberto Dinamite, abriu o placar. Quando a peleja começava a entrar em sua parte final, o 10 da Gávea, Zico empatou, aos 79’. Neste ano, importantíssimo na história de ambas as equipes, o Fla foi campeão carioca.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Romário, o gênio da área, completa hoje 45 anos


Impossível descrever somente em um post os feitos de Romário de Souza Faria. O baixinho da Vila da Penha foi um dos maiores atacantes da história do futebol. Estreou nos gramados profissionais com a camisa do Vasco, e, no dia 31 de outubro de 1985, após marcar três vezes na vitória de 7 a 1 sobre o Olaria, ganhou o posto de titular da equipe, e passou a fazer dupla de ataque com Roberto Dinamite.

Em 1987 veio o primeiro dos muitos títulos conquistados: o Campeonato Carioca, que teve o Baixinho como artilheiro. No ano seguinte levantou novamente a taça, mas a artilharia ficou com um atacante do Flamengo, que, anos mais tarde, faria com o próprio Romário uma das duplas de atacantes mais inesquecíveis da história das Copas do Mundo: Bebeto.

No ano seguinte, transferiu-se para o PSV Eindhoven, e a primeira parte de sua história em São Januário teve um fim. Na Holanda, o atacante mostrou incrível faro de gols. Foi artilheiro e campeão do Campeonato Holandês. Na mesma temporada, também levantou a Copa dos Países Baixos. Até 1992, seu último ano pelo PSV, venceu mais duas vezes os mesmos campeonatos e faturou também a Supercopa dos Países Baixos. O desempenho chamou a atenção de outro neerlandês, Johan Cruijff, que seria responsável pela sua ida ao Barcelona em 1993.

Com a camisa blaugrana ele já foi mostrando que era “o cara”. Fez uma pré-temporada espetacular e ajudou o Barça a conquistar o tetracampeonato espanhol. Nas partidas contra os times de Madrid, colocou seu nome na história. Contra o Atlético, fez dois “hat-trick”, um em cada turno - nas vitórias de 3 x 4 e 5 x 3. Porém, o que estará sempre no coração dos Culés foi a atuação contra o Real Madrid, quando marcou três vezes e deu uma assistência na vitória por 5 a 0.

O ano de 1994 marcou o auge do craque, que foi o grande protagonista do título conquistado contra a Itália, na Copa do Mundo. Fazendo dupla com Bebeto, Romário marcou cinco gols –todos decisivos- e ajudou a Seleção Brasileira a levantar um título que não vinha desde 1970. Seu desempenho individual lhe credenciou como melhor jogador do mundo. No mesmo ano deixou a Espanha e acertou o seu retorno ao Brasil, onde defenderia o Flamengo, arqui-rival do clube que o revelou.

A primeira temporada com a (centenária) camisa rubro-negra foi para se esquecer. O Fla não venceu nenhum título, foi vice-campeão estadual para o Fluminense, e assistiu o Botafogo ser campeão brasileiro. Em 1996, o Baixinho foi artilheiro e conquistou o Campeonato Carioca de forma invicta, mas acabou sendo emprestado ao Valência, da Espanha. Na terra da sangria, se desentendeu com o técnico Luís Aragonés e retornou à Gávea em 1997, ano em que perdeu as decisões do torneio Rio-São Paulo e da Copa do Brasil para Santos e Grêmio, respectivamente.

Ainda em 1997 voltou brevemente ao Valência, a pedido de Jorge Valdano, mas o retorno ao clube novamente não deu certo. Romário se desentendeu com o treinador Cláudio Ranieri, que o colocou na reserva de Marcelinho Carioca. Em 1998 ele voltou ao Fla e, mais tarde, foi cortado da Copa do Mundo, na França, uma mágoa que o Baixinho não digeriu durante muito tempo, e que rendeu polêmicas e provocações à Zagallo e Zico.

Em seu último retorno ao Clube da Gávea, ajudou a equipe na conquista da Copa Mercosul, porém não jogou a segunda partida da semifinais nem os jogos do título –contra o Palmeiras- pois teve o contrato rescindido pelo presidente Edmundo Santos Silva após sair para uma boate, no mesmo dia de uma derrota para o Juventude, pelo Campeonato Brasileiro.

Sem clube, foi repatriado pelo Vasco, que disputaria o Mundial de Clubes da FIFA no Rio de Janeiro. Com a camisa cruzmaltina, o Baixinho fez dupla de ataque com Edmundo, seu futuro desafeto. O Vasco perdeu o título mundial e, ao longo da primeira parte da temporada, os maus resultados foram alimentando as rusgas entre os atacantes. Após um jogo contra o Olaria, Romário falou que na “corte vascaína” existia um rei (Eurico Miranda), um príncipe (ele próprio) e o bobo seria Edmundo. O Animal seria emprestado para o Santos.

No segundo semestre de 2000, a sorte voltou a sorrir para o Gigante da Colina, que venceu, de forma heróica, a Copa Mercosul – Romário marcou três vezes na histórica final, contra o Palmeiras- e a Copa João Havelange, o primeiro Brasileirão conquistado pelo camisa 11.

Após alguns desgastes, deixou o Vasco em 2002 para jogar no Fluminense. No mesmo ano não foi convocado para a Seleção Brasileira, que conquistou o pentacampeonato mundial sob o comando de Luís Felipe Scolari. Em seu primeiro jogo com a camisa tricolor, que naquele ano completava o centenário de seu futebol, marcou duas vezes na goleada obtida ante o Cruzeiro, por 5 a 1.

Após um hiato no qual foi defender o Al-Sadd, do Qatar, por três meses, voltou às Laranjeiras e marcou um de seus mais belos gols, de bicicleta, na vitória de 5 a 2 contra o Guarani. Foi também contra o Bugre que o Baixinho jogou pela última vez com pelo Flu, na derrota por 4 a 1. Despediu-se do clube em 2004, sob vaias da torcida, e, sem nenhum troféu conquistado. Após muita especulação sobre uma aposentadoria, acertou seu retorno para São Januário.

Com um novo projeto, o de alcançar os mil gols, Romário marcou 22 vezes no Brasileirão de 2005 e, com 39 anos, passou a ser o jogador mais velho a ser artilheiro do Campeonato Brasileiro. Com o objetivo de marcar mais tentos em sua contagem, passou um período jogando em Miami e depois na Austrália. Quando retornou, pela quarta vez, ao Vasco, marcou o milésimo gol no dia 20 de maio de 2007, em partida contra o Sport. Chegou também a exercer a função de técnico-jogador. Pouco tempo depois, no dia 14 de abril de 2008, anunciou sua aposentadoria.

Em nome do pai, Edevair, notório torcedor do América, que faleceu no mesmo ano em que o filho pendurou as chuteiras, Romário voltou aos campos em uma partida oficial no dia 25 de novembro de 2009, no jogo que deu ao time rubro o título da segunda divisão do Campeonato Carioca.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mazaropi, que nos pênaltis foi o nome do Vasco em duas oportunidades, faz 58 anos


Geraldo Pereira de Matos Filho nasceu em Minas Gerais no dia 27 de janeiro de 1953. Formado pelas divisões de base do Vasco da Gama, passou a ser conhecido como Mazaropi por se vestir de maneira semelhante ao humorista Amácio Mazzaropi. Aos 20 anos de idade foi promovido para a equipe principal do Gigante da Colina, onde sagrou-se, do banco de reservas, campeão brasileiro de 1974. O titular do gol vascaíno naquela época era o argentino Andrada, que, ao sair em 1976, abriu o espaço que Mazaropi precisava para deixar seu nome marcado na história do futebol.

Naquele mesmo ano, começou a brilhar sob as traves do Vasco. No dia 13 de junho enfrentou o Flamengo na final da Taça Guanabara. Na partida, decidida nos pênaltis, defendeu as cobranças de Zico e Geraldo, se transformando em um dos heróis da conquista. No entanto, o título estadual daquele ano ficaria com o Fluminense, que na finalíssima venceu o cruzmaltino por 1 a 0.

No ano seguinte voltou a levantar a Taça Guanabara e, desta vez, o título estadual não escapou. Na decisão da Taça Manoel do Nascimento Vargas Neto –nome do segundo turno daquele campeonato- Mazaropi voltou a brilhar nas penalidades máximas. A vítima, novamente, foi o Flamengo. O goleiro, que durante o segundo turno não levou um gol sequer, voou no canto direito para defender a cobrança de Tita e dar ao Vasco o Campeonato Carioca de 1977. Na sequência da temporada, e no ano posterior, entrou para a história por ter ficado 1816 minutos sem levar gols. O feito -um recorde mundial- lhe garantiu um prêmio dado anos depois pela IFFHS (Internacional Federation of Football History & Statistics).

Em 1979, com a chegada de Emerson Leão, foi emprestado ao Coritiba. Pelo Coxa foi campeão paranaense, e, no ano seguinte regressou à São Januário, onde voltaria a ser campeão carioca em 1982. Neste torneio, jogou 22 das 25 partidas, porém, nos jogos finais o técnico Antônio Lopes fez uma série de mudanças no time. Uma delas foi sacar Mazaropi para a entrada de Acácio. Na opinião geral, as substituições (Mazaropi, Rosemiro, Nei, Giovanni e Elói por Acácio, Galvão, Ivan, Ernani, e Jérson, respectivamente) foram fundamentais para a conquista daquele título.

Insatisfeito com a reserva, novamente foi emprestado. O destino, desta vez, foi o Grêmio. Pelo Tricolor Gaúcho, o goleiro conquistou a Libertadores da América e o Mundial de Clubes. Em 1984 retornou mais uma vez ao Vasco, onde teve passagem rápida, e jogou em Pernambuco, onde foi campeão estadual com o Náutico. Em 1985 o goleiro retornaria para Porto Alegre para ser, com o Grêmio, hexa-campeão gaúcho e campeão da Copa do Brasil. Jogou ainda no Figueirense e no Guarany de Bagé antes de pendurar as luvas, no início dos anos 90.

Após tentar carreira política, atualmente Maza é treinador, e no ano passado comandou o Santa Cruz-RS no Campeonato Gaúcho.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Pré-jogo: Botafogo x Madureira


Botafogo e Madureira se enfrentam hoje, no Engenhão, pela 3ª rodada da Taça Guanabara. O primeiro embate entre os clubes aconteceu em 1935 pelo Campeonato Carioca, obviamente. No dia 21 de julho daquele ano, o Glorioso levou a melhor e venceu por 2 a 0. Ao todo foram disputadas 116 partidas. A última delas, no dia 4 de fevereiro de 2010, quando o Botafogo goleou por 4 a 1. Os gols foram marcados por Fábio Ferreira, Caio, Fahel e Loco Abreu (Botafogo). Valdir descontou para o Tricolor Suburbano.

Porém, o confronto de mais importância entre os times aconteceu no ano de 2006, quando o Madureira surpreendeu os grandes, venceu a Taça Rio, e disputou as finais do Campeonato Carioca com o Botafogo, que venceu sem nenhuma dificuldade e levantou o troféu. O primeiro jogo aconteceu no dia 2 de abril, e, com gols de Reinaldo e Joílson, o alvinegro venceu por 2 a 0.

A segunda partida, na semana seguinte, foi para sacramentar o título. Em um jogo fácil, no qual a torcida gritou “é campeão!” durante os 90 minutos, o Botafogo, novamente, não encontrou nenhuma dificuldade para derrotar o time dirigido pelo técnico Alfredo Sampaio, que contava com veteranos como o zagueiro Odvan e o meia Djair, e jogadores que iriam aparecer, posteriormente, vestindo camisas de times maiores, como Muriqui e André Lima. Os dois primeiros tentos foram marcados por Dodô, aos 18’ e 48’. O atacante Fábio Júnior descontou para o Madureira aos 57’, e Reinaldo, aos 80 minutos, fez o gol do título. Placar final, 3 a 0.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Taça GB: Mesmo com um jogador a mais, Vasco perde mais uma


Vasco e Nova Iguaçu se enfrentaram no Raulino de Oliveira pela 2ª rodada da Taça Guanabara. Mostrando mais uma vez fragilidade e deficiência em seus setores, o Gigante da Colina vacilou e, mesmo com um jogador a mais, acabou perdendo por 3 a 2.

Desde o início da peleja, o Nova Iguaçu honrou a alcunha de Orgulho da Baixada. Logo aos 3 minutos, Alex Moraes aproveitou falha da defesa vascaína -que ainda não conta com Dedé e Anderson Martins-, e abriu o placar. Por incrível que pareça, o tento dos iguaçuanos não acordou o time de PC Gusmão, que levou outro gol aos 18’, anotado por Maykon.

Aos 22’, Éder Luís arriscou belo chute que, por pouco, não encontrou as redes do goleiro Diogo. Logo em seguida, Fernando Prass salvou o que seria o terceiro gol do time da Baixada, após veloz contra-ataque. Cada vez mais desesperados, mesmo com a vantagem numérica, já que o juiz havia expulsado Paulo Henrique após cotovelada em Ramón, os cruzmaltinos demasiadamente nas bolas alçadas à área. O zagueiro Fernando chegou a acertar a trave, após cabeçada, mas o primeiro tempo terminou em derrota por 2 a 0.

Na segunda etapa, tudo levava a crer que o Vasco ao menos chegaria ao empate, e, de fato, chegou. Após muito insistir, o Gigante da Colina descontou em um chute forte de Rômulo, dentro da área. Cinco minutos depois, aos 13’, o juiz marcou pênalti inexistente em Carlos Alberto -que sairia posteriormente com dores no dedo do pé. Marcel cobrou e fez o seu primeiro gol com a camisa cruzmaltina, 2 a 2. A partir daí, o goleiro do Nova Iguaçu, Diogo, foi testado a todos os instantes, aparecendo sempre bem para fazer as defesas.

Aos 33 minutos, o que parecia ser inacreditável aconteceu. Felipe errou na saída de bola, que foi parar nos pés de William. O atacante limpou facilmente os zagueiros e tocou, levemente, a redonda para o fundo das redes de Fernando Prass. A vitória do Nova Iguaçu ficou nas mãos de Diogo que, no último lance, ainda fez uma defesaça em chute de Enrico. A segunda derrota em dois jogos deixou complicada a situação do Vasco no campeonato. O time não marcou nenhum ponto e tem o seu pior início de campeonato em 27 anos. A torcida já começou a protestar e escolheu os dois alvos: Carlos Alberto e Felipe.

BOTAFOGO:

O Botafogo foi até Macaé enfrentar o Cabofriense. O alvinegro começou bem na partida e, logo no início, Abreu obrigou o goleiro Fábio a fazer bela defesa. Logo depois foi a vez de Herrera desperdiçar algumas chances. Ainda deu tempo de Renato Cajá acertar a trave, em cabeçada. O gol era uma questão de tempo, mas ninguém suspeitava que ele viria em dois lances cômicos.

O primeiro foi aos 24 minutos, quando o volante e capitão do Tricolor Praiano, Goeber, cabeceou contra a própria meta. Seis minutos depois, Goeber conseguiu repetir o feito, desta vez com o pé, colocando o Botafogo na frente, para o desespero de Fábio. Não demorou muito para o técnico Luís Antônio Zaluar sacar o jogador.

Com a vitória nas mãos, e enfrentando um time com um nível técnico baixíssimo, o Glorioso administrou a partida. A entrada de Caio, no lugar de Herrera, deu mais ânimo à equipe de General Severiano, que, depois dos 30 do segundo tempo, fez três tentos (Renato Cajá, aos 30’, Caio, aos 35’, e Antônio Carlos, aos 42’) e aproveitou para fazer saldo de gols. A equipe, que saiu de campo bastante aplaudida, é a líder do Grupo B, com o mesmo número de pontos que o Fluminense.

FLUMINENSE:

Em partida realizada no Engenhão, o Fluminense recebeu o Olaria, que colocou as faixas de campeão brasileiro nos tricolores. Dentro de campo, o jogo foi bem movimentado e com algumas alternâncias. Aos 11 minutos, após receber passe de calcanhar de Fred, Marquinho chutou forte e abriu o placar. Porém, em seis minutos, o ousado Azulão da Rua Bariri virou a partida com gols de Felipe e Renan Silva.

Acabando com qualquer esperança de um excelente resultado para o Olaria, Fred pôs fim à zebra. O atacante recebeu belo passe de Deco e chutou forte para empatar, aos 29’. Ainda na primeira etapa, o camisa 9 virou o jogo, de cabeça, para a alegria da torcida pó de arroz. A defesa do Olaria estava comprometendo, mas o ataque não queria saber de descanso e continuou partindo para cima do time de Muricy Ramalho.

Na etapa final, o Flu começou a construir a goleada. Logo aos 2 minutos, Rodriguinho –que entrara no lugar de Deco- balançou as redes ao desviar escanteio cobrado por Marquinho. O tento decretou a morte do Olaria em campo e, a partir deste momento, o Tricolor Carioca não teve dificuldades para anotar mais dois gols, novamente com Rodriguinho, aos 20’, e Marquinho, fazendo o seu segundo no jogo aos 38’, sacramentando a goleada.

FLAMENGO:

No sábado (22), o Flamengo foi até Edson Passos enfrentar o América, que tem como mascote a figura de um Diabo. Ironia ou nao, podemos afirmar que o campo estava com a temperatura do inferno. Foi desumano ver os atletas correndo sob um sol tão forte.

Mesmo estando longe do auge do preparo físico, o Fla começou a partida em um ritmo forte. Aos 6 minutos, Deivid levou perigo à meta defendida por Mota, mas a cabeçada do atacante foi para fora. Aos 11’, em cobrança de falta, Léo Moura rolou a bola levemente para Renato chutar forte, em meio a um emaranhado de jogadores, para abrir o placar.

A equipe rubra mostrou que é limitadíssima, e errava jogadas por deficiência de fundamento. O Flamengo seguia melhor, e ,aproveitando as falhas americanas, Léo Moura cresceu no lado direito do campo. Aos 32’, Renato cruzou na área e o zagueiro David Brás, com a colaboração do goleiro, aumentou a vantagem rubro-negra. Pelo América, somente Felipe Adão (ex-Botafogo) apareceu com algum destaque. O atacante levou perigo para o gol de Felipe em duas oportunidades; uma cabeçada, e um chute forte. Em ambas, o camisa 1 do Fla fez a defesa –sendo a primeira a mais difícil.

Logo no início da segunda etapa, novamente em jogada pela direita, Vander tocou a bola para o meio da área e Deivid completou para o fundo das redes, 3 a 0. O gol aliviou a pressão que o atacante estava começando a sofrer pela falta de gols, e a assistência de Vander apagou o incrível gol perdido por ele ainda no primeiro tempo. O gol do América, feito por Leandrinho, aos 22’, não ameaçou em nada a vitória rubro-negra, líder do Grupo A.

*Outros resultados:

Volta Redonda 0 x 1 Boavista
Resende 1 x 1 Americano
Duque de Caxias 4 x 1 Macaé
Madureira 0 x 1 Bangu

*De volta para o passado:

Pela 2ª rodada da Taça GB 2010, o Flamengo enfrentou o Volta Redonda no Raulino de Oliveira e venceu por 3 a 1. Os gol foram anotados por Bruno Mezenga (2) e Petkovic. Tácio descontou para o Voltaço.

No Maracanã, o Fluminense recebeu o Bangu e venceu por 3 a 0. Fred marcou duas vezes, ambas de pênalti, e Alan aumentou nos acrescimos na partida.

No Engenhão, o Botafogo demorou para marcar,mas, com gols de Renato Cajá e Herrera, venceu o Friburguense por 2 a 0.

Também jogando no Engenhão, o Vasco bateu o América por 2 a 1. Nilton e Carlos Alberto fizeram os gols que garantiram a vitória vascaína. Nos acréscimos, Fágner marcou contra.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Premier League: Everton marca, no último segundo, e empata com o West Ham


O West Ham, lanterninha do campeonato, foi até Liverpool enfrentar o Everton no Goodison Park, pela 24ª rodada da Premier League. O fraco nível técnico de ambos os times fez com que o jogo tivesse muito mais faltas do que jogadas de ataque, mas uma forte carga de emoção ficou reservada para a parte final do cotejo, que terminou empatado em 2 a 2. (clique aqui para saber melhor como foi a partida. Saiba também como foram as vitórias de Manchester United e Arsenal)

*De volta para o passado:

Se desta vez o Everton evitou uma derrota nos últimos segundos de jogo, no ano passado a façanha ficou com os Hammers. No dia 4 de abril de 2010, o West Ham foi ao Goodison Park enfrentar os Toffes pela 33ª rodada da Premier League 09/10. Quem abriu o placar foi o time da casa, com Diniyar Bilyaletdinov. No segundo tempo, aos 60', o português Manuel da Costa empatou para os Hammers. Na parte final do cotejo, o nigeriano Yakubu Ayegbeni (que entrara no lugar de Bilyaletdinov) colocou o Everton de novo na frente, mas, aos 87 minutos, quando tudo dava a crer que a vitória seria dos Toffes, o brassileiro Ilan, de cabeça, igualou o marcador para o West Ham.